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LIDERANÇA SITUACIONAL

As últimas décadas do século XX e o início do século XXI têm sido marcadas por grandes revoluções tecnológicas e sociais., o que exige uma mudança de postura das lideranças.

 

Torna-se fundamental entendermos a evolução histórica dos conceitos de liderança, que aparecem na literatura sobre o assunto dividido em 3 estágios:

 

1. O LÍDER associado a características pessoais, inatas, tais como empatia, carisma, firmeza, capacidade de decisão, proteção, etc.
 

Ora, isto pode ter sido muito válido até o século passado, mas o entendimento mudou.

 

2. O LÍDER associado às atitudes adotadas. Nestes casos, dependendo da forma como o gestor (chefe) age, ele é classificado em um estilo de liderança:

Autocráticos, Laissez-faire ou Democráticos

Parece que este último pode ser considerado o tipo ideal, certo?
 

Pode ser que estejamos equivocados.

 

A terceira e mais recente corrente que estuda os vários aspectos e fatores da liderança, trata o assunto da seguinte maneira:

 

3. O LÍDER associado ao momento, local, evento e, em especial, à MATURIDADE de seus subordinados, ou seja, o LÍDER SITUACIONAL.

 

Segundo Hersey e Blanchard (1986), o Líder é aquele que consegue identificar corretamente o nível de maturidade em que se encontram os seus subordinados.


 

Este nível de maturidade encontra-se dividido em 2 tipos:

 

MATURIDADE FUNCIONAL (saber fazer) – este nível de maturidade refere-se ao grau de conhecimento que o profissional possui e que deve ser utilizado no desenvolvimento da tarefa que lhe é atribuída.

 

MATURIDADE PSICOLÓGICA (querer fazer) – este tipo de maturidade refere-se à motivação apresentada pelos subordinados para a realização da tarefa.

 

De posse deste entendimento, podemos supor que existem 4 combinações possíveis que servem para identificar o grau de maturidade global dos funcionários.

M1 – pouca capacidade para realização de tarefas (baixa maturidade funcional) e pouca disposição para executá-la (baixa maturidade psicológica). Esta pode estar associada à falta de conhecimento que impede que se consiga realizar algo.

 

M2 – alguma capacidade para realização de tarefas e disposição ocasional para executá-la.

 

M3 – considerável capacidade para realização de tarefas e disposição frequente para executá-la.

 

M4 – muita capacidade para realização de tarefas (alta maturidade funcional) e bastante disposição para executá-la (alta maturidade psicológica).

 

O LÍDER, portanto, para que possa ser assim denominado, deve adequar-se às necessidades funcionais e psicológicas de seus subordinados, ou seja, ao seu nível de maturidade, o que levará a equipe aos resultados desejados.


O que resta saber é quando enfatizar o nível funcional (da tarefa), psicológico (do relacionamento), ou ambos equilibradamente, o que caracterizará 4 estilos de liderança segundo esta teoria.

 

ESTILOS DE LIDERANÇA SITAUCIONAL

 

ESTILO 1 - "ESTRUTURA O QUE FAZER"

Caracteriza-se pela baixa conduta gerencial para o relacionamento e alta para a tarefa. Isto ocorre devido ao funcionário necessitar de muita aprendizagem sobre o que irá fazer.. A palavra de ordem aqui se chama ESTRUTURAR

 

ESTILO 2 - "VENDE A NECESSIDADE DE FAZER"

Caracteriza-se pela alta conduta gerencial para o relacionamento e para a tarefa. Quando o subordinado se sente seguro para executar suas tarefas, ele começa a questionar, a querer compreender o porquê.

 A palavra-chave aqui é VENDER, no sentido da venda de ideias que levarão as equipes a um melhor desenvolvimento do trabalho.

 

ESTILO 3 - "SOLICITA A PARTICIPAÇÃO"

Caracteriza-se pelo baixo grau de conduta para tarefa e alta para o relacionamento.

Quando o subordinado compreende sua relação no contexto organizacional, e está pronto a sugerir novas maneiras de solucionar os problemas. A palavra aqui é PARTICIPAR

 

ESTILO 4 -  "DELEGA"

Caracteriza-se pela baixa estruturação de tarefas e baixa necessidade de relacionamento.

Neste ponto, o subordinado já sabe o que fazer e o faz com disposição e entendimento de sua responsabilidade no processo.

A palavra-chave, neste estilo, é DELEGAR.

Pode-se concluir não existe o melhor estilo e sim o momento adequado em que se pode ou deve utilizar cada um deles.

O fato de que um funcionário exige um estilo 4 (delegação) durante um longo período de tempo, não significa dizer que será assim por todo o tempo que vocês trabalharem juntos.


LIDERANÇA SITUACIONAL


Marisa Moreira Espíndola

   

         Terapeuta Sistêmica, Consteladora Familiar , Educadora e Coach

   

Psicóloga e educadora com várias especializações: Gestão de Negócios, Psicodrama, Constelação Familiar e Educação de Grupos. Dedicada há 40 anos ao universo de gestão organizacional e do conhecimento. Atua como coach para executivos e equipe. Já realizou inúmeros workshops sobre liderança, seu projeto atual é integrar a Psicologia Holística e Sistêmica no processo de autoconhecimento e expansão da consciência.

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